Agência Nacional de Saúde (ANS) publicou parecer contrário ao Hospital Maceió e ao Plano de Saúde Hapvida. O parecer trata do caso de Michelino José Ferreira, pai do radialista Elias Ferreira que, de acordo com a acusação, só faleceu por negligência da instituição hospitalar.
De acordo com o parecer da ANS, o Hapvida é culpado de negar atendimento especializado ao paciente que se encontrava em situação grave. A saúde debilitada de Michelino foi constatada em diligências e na análise do prontuário médico da própria ANS que constatou ainda o pedido de demissão de uma médica que não teve o nome divulgado e que havia solicitado a internação negada pela sede do plano em Fortaleza.
O parecer da ANS aponta que o Hapvida deixou de garantir ao paciente cobertura exigida em lei, nos casos de urgência e emergência, e estipulou multa de R$ 110 mil ao hospital, abrindo espaço para implementação de uma ação cível reparatória de danos pelos familiares da vítima.
A ação da Agência Nacional de Saúde só foi possível graças à abertura de uma denúncia por parte do promotor Marx Martins, do Ministério Público de Alagoas, que acabou provocando a entrada da Agência no caso.
A decisão do parecer pode ser contestada pela instituição hospitalar que também é alvo de inquérito aberto pela Policia Civil de Alagoas, uma vez que o aposentado faleceu dentro do hospital.
O radialista Elias Ferreira se disse satisfeito com a decisão da ANS e diz que continuará sua luta em outras instâncias para provar que houve negligência.
Fonte:Cadaminuto
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